A RAZÃO DESTE BLOG




O Catecismo da Igreja Católica ensina-nos que, “Além da liturgia sacramental e dos sacramentais, a catequese tem de levar em conta as formas de piedade dos fiéis e da religiosidade popular. O sendo religioso do povo cristão encontrou, em todas as épocas, sua expressão em formas diversas de piedade que circundam a vida sacramental da Igreja, como a veneração de relíquias, visitas a santuários, peregrinações, procissões, via-sacra, danças religiosas, o rosário, as medalhas etc.” (CIC 1674).

A Igreja católica distingue dois significados para a palavra “devoção”:
1. o sentimento religioso;
2. os exercícios de piedade.
Neste pequeno trabalho, usamos a palavra “devoção” como os exercícios de piedade referidos no parágrafo 1674 do Catecismo da Igreja Católica, transcrito acima.
O Documento de Puebla, no parágrafo 448, ao referir-se à piedade popular, repete as palavras do Papa João Paulo II: “A religiosidade do povo, em seu núcleo, é um acervo de valores que responde com sabedoria cristã às grandes incógnitas da existência. A sapiência popular católica tem uma capacidade de síntese vital; engloba criadoramente o divino e o humano, Cristo e Maria, espírito e corpo, comunhão e instituição, pessoa e comunidade, fé e pátria, inteligência e afeto. Esta sabedoria é um humanismo cristão que afirma radicalmente a dignidade de toda pessoa como Filho de Deus, estabelece uma fraternidade fundamental, ensina a encontrar a natureza e a compreender o trabalho e proporciona as razões para a alegria e o humor, mesmo em meio de uma vida muito dura. Essa sabedoria é também para o povo um princípio de discernimento, um instinto evangélico pelo qual capta espontaneamente quando se serve na Igreja ao Evangelho e quando ele é esvaziado e asfixiado com outros interesses!”
Porém, o mesmo Catecismo já citado, nos alerta, nos parágrafos 1675 e 1676: “ Estas expressões prolongam a vida litúrgica da Igreja, mas não a substituem: ‘Considerando os tempos litúrgicos, estes exercícios devem ser organizados de tal maneira que condigam com a sagrada liturgia, dela de alguma forma derivem, para ela encaminhem o povo, pois que ela, por sua natureza, em muito os supera.
Há necessidade de um discernimento pastoral para sustentar e apoiar a religiosidade popular e, se for o caso, para purificar e retificar o sentido religioso que embasa essas devoções e para fazê-las progredir no conhecimento do mistério de Cristo. Sua prática está sujeita ao cuidado e julgamento dos bispos e às normas gerais da Igreja.”
Uma vez que a Igreja reconhece que a vida cristã se nutre de variadas formas da piedade popular e favorece essas formas que exprimem um instinto evangélico e uma sabedoria humana que enriquecem a vida cristã (cf. CIC 1679), julgamos por bem compilar neste volume diversas devoções, visando única e exclusivamente orientar o santo povo de Deus para um enriquecimento de sua vivência cristã.



BIBLIOGRAFIA

                Além de uma série de folhetos - publicados por devotos ou xerocados de outros folhetos e obras - que são profusamente distribuídos nas Igrejas, em grupos de oração ou por pessoas piedosas que evangelizam divulgando essas devoções, foram utilizados neste livreto as seguintes obras:

1.        CELAM. Puebla - a evangelização no presente e no futuro da          América Latina. Petrópolis: Vozes, 19792.

2.   Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Loyola / Petrópolis: Vozes, 1999.

3.   SAVOLDI, Pe. Vincenzo, CS.  Maria, Rosa Mística - história,          mensagens, testemunhos. São Paulo: edição do autor/Loyola, 19982.

4.  CONTI, D. Servilio, IMC.  O Santo do dia.  3a. ed. rev. e atual., Petrópolis: Vozes,1986.

5.   Associação Servos da Rainha.  Apressai a vossa conversão ! s.ed., Brasília: Assoc. Servos da Rainha, 1996.

6.  ROMAN, Pe. Ernesto N.  Aparições de Nossa Senhora – suas mensagens e milagres.  São Paulo: Paulus, 2001.


ORAÇÃO "SETA DE OURO"



            O santíssimo, sacratíssimo, adorável, incompreensível e inefável Nome de DEUS, seja sempre santificado, amado, adorado e glorificado no Céu, na Terra e em todo o Universo, por todas as criaturas de DEUS e pelo Sagrado Coração de Nosso Senhor JESUS CRISTO no Santíssimo Sacramento do Altar. Amém.

           PROMESSA:  Esta oração foi ditada por Nosso Senhor JESUS CRISTO à Ir. Maria de São Pedro. Carmelita descalça, freira de Tours, França (1816-1848). Abrindo Seu Coração, Nosso Salvador queixando-se das blasfêmias, dizendo que os pecados que mais O ofendem e ferem Seu Coração Divino e que são uma seta envenenada, são a blasfêmia e a profanação do domingo.
          JESUS falou também sobre a "Seta de Ouro", dizendo que todos aqueles que a rezarem irão penetrá-Lo deliciosamente e também curar aquelas outras chagas que O machucam pela malícia dos pecados. Irmã Maria de São Pedro viu jorrar do Sagrado Coração de JESUS, deliciosamente penetrado pela "Seta de Ouro" torrentes de graças para a conversão dos pecadores.


ORAÇÃO DOS 40 "PAI-NOSSO"



 

História

No Domingo de Páscoa, dia 18 de abril de 1936, escreve a irmã Imaculada Virdis: Jesus fala-me do amor que devo para com o Eterno e se queixa porque tantas almas não se interessam por Ele ou dedicam maior devoção aos santos. Depois continua dizendo-me.

Quando necessitas de alguma graça, recorre ao Eterno Pai, como nas tuas necessidades materiais recorres ao teu pai terreno. Freqüentemente rezarás em Sua honra o Pai Nosso, e nas necessidades extraordinárias, rezarás quarenta, e Lhe oferecerás pelos quarenta dias de jejum que fiz, quando Eu estava sobre a terra”.

O Padre Rómolo Gasbarri, Diretor espiritual da Irmã Imaculada e Professor no Pontifício Seminário regional de Viterbo (Itália), organizou os quarenta “Pai Nossos” distribuindo-os em quarenta dezenas precedidas de um breve oferecimento. “Desejamos ´ escrevia ele ´ que ao menos almas boas, a exemplo da Irmã Imaculada, além de Jesus, comecem a amar sensivelmente o Eterno Pai e o Espírito Santo, infelizmente até agora tão esquecidos”.

Jesus ficou muito contente com isso e disse:

“Com esta oração os devotos alcançarão qualquer graça que pedirem: especialmente devem repeti-las as almas que desejarem progredir no espírito de mortificação. Existem muitas almas que não conseguem vencer os estímulos da gula: pois bem, com esta oração, tornar-se ão vencedoras”. 

 

 

 

 

NO INÍCIO: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

- Credo (na cruz).
- Pai Nosso.
- Três Aves Maria.
- Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

1º - Oferecimento: Eterno Pai, humildemente prostrada diante de Vossa Divina Majestade, ofereço-Vos os merecimentos das cruciantes dores que o Coração Imaculado de Jesus sofreu, quando se retirou, por quarenta dias no deserto, a fim de que todos aqueles que deixam o mundo e os pais, para corresponder ao chamado divino, alcancem de Vós a força para vencer a separação e suportar tudo com santa paciência. Amém.

10 (dez) Pai Nossos ...

2º - Oferecimento: Eterno Pai, humildemente prostrada diante de Vossa Majestade, ofereço-Vos os merecimentos de todo o grande sofrimento do Corpo Imaculado de Jesus, causado pelo extenuante jejum de quarenta dias no deserto, para reparar todos os pecados de gula e de intemperança, que muitos homens cometem ao satisfazer as doentias exigências de seu mísero corpo. Amém.

10 (dez) Pai Nossos ...

3º - Oferecimento: Eterno Pai, humildemente prostrada diante de Vossa Divina Majestade, ofereço-Vos os merecimentos de todas as múltiplas e dolorosas provações e mortificações, a que submeteu o Imaculado Jesus, nos quarenta dias de jejum no deserto, para reparar o espírito de mortificação e desonestidades de muitos homens, e também para que as almas generosas suportem com paciência as provações e possa abraçar de boa vontade as cruzes que Nosso Senhor lhes mandar. Amém.

10 (dez) Pai Nossos ...

4º - Oferecimento: Eterno Pai, humildemente prostrada diante de Vossa Divina Majestade, ofereço-Vos os merecimentos das cruciantes dores que o Coração Imaculado de Jesus sofreu, durante os quarentas dias de jejum no deserto, prevendo que, a maior parte da humanidade se entregaria à intemperança e aos prazeres dos sentidos.

10 (dez) Pai Nossos ...


PRECE: Ó Maria Santíssima, ó Anjos benditos, Santos e Santas do Paraíso, alcançam-me da Santa e Augustíssima Trindade, as seguintes graças que eu suplico pelo preciosíssimo Sangue de Jesus Cristo:
- Fazer sempre a vontade de Deus;
- Viver estritamente unido a Deus;
- Pensar santamente e incessantemente em Deus;
- Amar a Deus sobre todas as coisas;
- Fazer tudo por amor de Deus;
- Ser santificada pelo amor de Deus;
- Conhecer, cada vez mais, a vontade de Deus;
- Aqui pede uma graça particular ( ...).


NO FINAL, reza-se:

Meu Deus, eu me uno a todas as Missas que se celebram hoje no mundo inteiro, por todos os irmãos que estão em agonia e devem comparecer diante de Vossa Majestade.
Que o preciosíssimo Sangue de Cristo Redentor e os méritos de sua Santíssima Mãe, lhe obtenham misericórdia e perdão. Amém.


“Novena de emergência” à Virgem Maria que Madre Teresa rezava em apuros



Diante dos diversos problemas que enfrentava com frequência e em meio a um ritmo de vida acelerado, Santa Teresa de Calcutá inventou uma maneira de invocar a intercessão da Virgem Maria a qual chamou de “Novena de emergência” (Flying Novena).

Mons. Leo Maasburg, amigo e diretor espiritual da Santa, explica em seu livro ‘Madre Teresa de Calcutá: Um retrato pessoal’, que esta era “sua rápida arma espiritual”.
As novenas são orações rezadas durante nove dias e são bastante comuns entre a Congregação das Missionárias da Caridade. Entretanto, esta oração promovida pela Madre Teresa consistia em rezar dez Memorare em um só dia, de forma rápida, com o propósito em mente.
O ‘Memorare’ é uma oração de intercessão à Santíssima Virgem, normalmente atribuída a São Bernardo de Claraval, que a Madre Teresa rezava com frequência.
Mons. Maasburg explicou que a Madre Teresa sempre rezava dez Memorares porque “confiava tanto na colaboração dos céus, que sempre acrescentava um décimo Memorare imediatamente, em ação de graças pelo favor recebido”.
Esta “Novena de emergência” tinha uma coisa em comum com as novenas de nove dias e inclusive com as de nove meses: a confiança pedindo pela ajuda divina, como fizeram os apóstolos durante nove dias junto com “Maria, a Mãe de Jesus, e as mulheres” (Atos dos apóstolos 1,14) à espera da ajuda prometida pelo Espírito Santo.
Santa Teresa de Calcutá utilizava esta oração constantemente para pedir pela cura de uma criança doente, antes de conversas importantes, quando os passaportes desapareciam, para solicitar a ajuda celestial quando as provisões acabavam etc.
Pe. Brian Kolodiejchuk, postulador da causa de canonização da Madre Teresa, assinalou em uma ocasião que a Santa ensinava que o Memorare “expressa de maneira efetiva sua confiança no poder da intercessão de Maria como mediadora de todas as graças”.
“Flui do amor e da confiança que tinha em Maria; era uma forma simples de apresentar seus pedidos. A resposta rápida que recebia era sua inspiração para recorrer à Mãe do Céu cada vez com maior confiança através das palavras do Memorare”, acrescentou.

A oração é a seguinte:
“Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tenham recorrido à vossa proteção, implorado o vosso socorro, fosse por vós desamparado.
Animado eu pois com igual confiança, a vós recorro como minha Mãe, ó Virgem entre todas singular, e de vós me valho. Gemendo sob o peso dos meus pecados me prostro a vossos pés.
Não rejeiteis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus Humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de alcançar-me o que vos rogo. Amém”.

(fonte: ACIdigital – 15 de abril de 2018)

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA E OS SACRIFÍCIOS PESSOAIS



                Nossa Senhora em Fátima confiou às três criança, Jacinta, Francisco e Lúcia, um segredo sobre como poderiam ajudá-lA através dos seus pequenos sacrifícios diários para que as pessoas se convertessem e se tornassem boas. Elas deveriam, além de rezar fielmente o Terço todos os dias para poderem vencer o mal no mundo, sempre que alguma coisa lhes custasse muito esforço e dificuldade ou quando deviam fazer alguma atividade,  orar assim:

“Ó JESUS, EU FAÇO ISTO POR VOSSO AMOR, PELA CONVERSÃO DOS PECADORES E EM REPARAÇÃO DAS OFENSAS AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA”.


PEQUENO EVANGELHO DO SANTO NOME DE JESUS



            “Naquele tempo, quando se completaram os oito dias para ser circuncidado o Menino, puseram-lhe o nome de Jesus como lhe havia chamado o Anjo antes que fosse concebido no seio materno”. (Lc 2,21)

            Em honra das cinco letras do NOME DE JESUS e pela virtude das cinco Chagas, Nosso Senhor prometeu à sua fiel serva Ir. Maria de São Pedro, carmelita de Tours, de conceder cinco graças especiais às pessoas que usarem sobre si esse evangelho com fé e devoção.
            1. Ele as preservará dos raios; 2. Das ciladas e da malícia do demônio; 3. Duma morte súbita e imprevista; 4. Ele as fará trilhar facilmente o caminho da virtude; 5. Conceder-lhes-á a perseverança final.




O CORDÃO DE SÃO JOSÉ



ORIGEM
                Foi na Bélgica, na cidade de Anvers, no convento das Agostinianas, no século XVII.
                Ia para os três anos que Sóror Isabel Sillevorts via-se atacada do mal da pedra. Os recursos da medicina, últimos e mais enérgicos, baldados!
Animada da mais firme confiança no Patrocínio de São José, Sóror Isabel, havendo obtido do Sacerdote que lhe benzesse um cordão, cinge-o em homenagem ao grande Patriarca, abandona os recursos da terapêutica e enceta com todo o fervor uma novena de súplicas ao Esposo puríssimo da Virgem Mãe de Deus. Dias depois, a 10 de junho de 1649, quando por entre os agudíssimos sofrimentos, a pobre enferma fazia ao Santo a mais ardente súplica, eis que de repente se vê livre de um cálculo de desproporcionadas dimensões, ficando completamente curada.
                Foi grande e rápida a repercussão do milagre, que muito serviu para consolidar nos habitantes de Anvers a devoção a São José, então já não pequena.
Em 1842, por ocasião dos piedosos exercícios do mês de São José, foi esse fato publicado na Igreja de São Nicolau, em Verona (cidade da Itália) e muitas pessoas enfermas, cingindo-se então com o cordão bento, experimentaram o valioso auxílio do Glorioso Patriarca.
Daí se foi estendendo o uso do Cordão de São José, e hoje, não só é procurado para o alívio de enfermidades corporais como também, e com igual sucesso, nos perigos da alma.
Salientam-se sobretudo os benefícios do Cordão de São José como arma poderosa contra o demônio da impureza.
A Santa Sé autorizou a devoção do Cordão de São José, permitindo até o seu uso público e solene. Permitiu a fundação de Confrarias e Arquiconfrarias do Cordão de São José, elevando uma delas à categoria de “Primeira”.
Em setembro de 1859, dando provimento a uma petição do Bispo de Verona, a Sagrada Congregação dos Ritos aprovou a fórmula da Bênção do Cordão de São José. O Papa Pio IX enriqueceu esta fácil e benéfica devoção com indulgências.

COMO DEVE SER FEITO
                O Cordão de São José deve ser feito de linho ou algodão bem alvejado. A pureza e a alvura desses materiais nos hão de indicar a candura e virginal pureza de São José, Castíssimo Esposo da Virgem Maria, Mãe de Deus.
                Numa extremidade leva sete nós, que representam as sete dores e os sete gozos do Glorioso Patriarca.
O Cordão de São José, desde que esteja devidamente bento, pode ser usado do seguinte modo:
1.o Usá-lo cingido à cintura, por sobre a roupa ou tê-lo bem guardado, para por ocasião de dores e sofrimentos físicos, aplicá-lo com fé e confiança na parte enferma do corpo, como costumamos fazer com medalhas do Senhor Bom Jesus e de Nossa Senhora, rezando então a São José sete “Glória ao Pai”.
2.o Quem usa habitualmente o Cordão de São José tem a graça Da boa morte.
3.o Quem o traz constantemente consigo tem a proteção, especialmente na guarda e defesa da sublime virtude da Castidade, em qualquer de seus três graus e categorias.
4.o É de surpreendente efeito para as gestantes, que o levam cingido, protegendo-as em perigo de aborto, nos partos difíceis, etc., como o atestam centenas de fatos.

PRÁTICA
                Rezar diariamente sete “Glória ao Pai” em honra das sete dores e sete alegrias de São José.

ORAÇÃO
                Glorioso São José, pai e protetor das virgens, guarda fiel a quem Deus confiou Jesus Cristo, a própria inocência, e Maria, a Virgem das virgens; eu vos peço e rogo, por Jesus e Maria, esse dúplice depósito que vos foi tão querido, que façais que eu, livre de toda mancha, com a alma não contaminada, o coração puro e o corpo casto, sirva inocente a Jesus e Maria. Amém.

BENÇÃO DO CORDÃO CONFORME O "RITUALE"


- O nosso auxílio está no Nome do Senhor.
- Que fez o Céu e a Terra.
- O Senhor esteja convosco.
- Ele está no meio de nós.

Oremos.

Senhor Jesus Cristo, que manifestastes o desígnio e o amor da virgindade e ensinastes a castidade, rogamos que Vossa clemência se digne a abençoar e santificar estes cordões, símbolos de castidade, para que aqueles que esteja, por ele cingidos servindo à castidade, por intercessão de São José, esposo de Vossa Mãe Santíssima, preservem a reconhecida obediência aos Vossos mandamentos, alcancem o perdão de seus pecados e colham a pureza do corpo e da mente e obtenham a vida eterna. Vós que viveis e reinais com Deus Pai na unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.
Amém.

ou 

Oremos.

Dai, pedimos, ó Pai Eterno e Todo Poderoso, que honrando a integérrima virgindade da puríssima Virgem Maria e de seu esposo São José, e por intercessão deles, alcancemos a pureza da alma e do corpo. Por Cristo, nosso Senhor.
Amém.

ou 

Oremos.

Ó Deus Todo-poderoso, que confiou a São José, homem Santíssimo, a eterna Virgem Maria e o Menino Jesus: suplicantes Vos pedimos por teus fiéis que, em Vossa honra e sob a proteção do mesmo São José, vestirem estes cordões, por Vós concedido e por intercessão dele, perseverem sempre devotos na castidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que convosco vive e reina em unidade com o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.
Amém.

ou 

Oremos.

Ó Deus, restaurador e amigo da inocência, nós Vos pedimos que Vossos fiéis que recorrerem a estes cordões, pela intercessão do Bem Aventurado São José, esposo da Vossa Mãe Santíssima, estejam sempre cingidos em seus quadris e transportem em suas mãos lâmpadas acesas e sejam semelhantes aos servos esperando quando o seu Senhor retornar das bodas, para Lhe abrirem a porta quando chegar e bater, e mereçam ser recebidos nas alegrias eternas. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.
Amém.

Em seguida, o sacerdote, posto o incenso no turíbulo, asperge água benta no cordão dizendo:

“Purifica-me com o hissopo e ficarei puro; lava-me e ficarei mais branco do que a neve.” (Súplica de Davi no Salmo 51)

Depois incensa e, finalmente, diz:

V. Salvai os vossos servos.
 R. Que esperam, meu Deus, em Vós.
V. Do alto, Senhor, mandai-lhes auxílio.
R. E guardai-os lá de Sião.
V. O Senhor esteja Convosco.
R. Ele está no meio de nós.

Oremos.

Deus de misericórdia, Deus de clemência, sem o qual nada de bom tem princípio, nem nada de bom é realizado, receba nossas humildes preces em Vossos piedosos ouvidos, e aos fiéis que trouxerem cingidos o cordão bento, sob a proteção de São José, defendei-os dos empecilhos do mundo e dos desejos do século, concedei-lhes, perseverando devotos neste santo propósito,que remidos prevaleçam merecedores no consórcio de Vossos eleitos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, que convosco vive e reina em unidade como Espírito Santo, pelos séculos do séculos.
Amém.


COROA DAS VIRTUDES TEOLOGAIS



† Sinal da cruz
Jaculatória: “Tudo através do Imaculado Coração de Maria em honra do Santíssimo Sacramento”
– Senhor, pela intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, concede-nos o dom da FÉ
Ave Maria....
– Senhor, pela intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, concede-nos o dom da ESPERANÇA
Ave Maria....
– Senhor, pela intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, concede-nos o dom da CARIDADE
Ave Maria....
– Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós (10x)
Pai Nosso...
† Sinal da cruz


OFERTA A JESUS DE NOSSAS DORES E SOFRIMENTOS




                Esta não é uma devoção que tenha caído em domínio público, mas, sim, uma experiência espiritual e existencial vivida por mim, a qual sinto como meu dever partilhá-la com o máximo possível de pessoas, principalmente porque, através de meu ministério ordenado, tenho percebido quantas dores existem no mundo.
                Muito embora a vida de um padre seja repleta de graças e bênçãos, seja da parte de Deus, seja da parte do povo de Deus, proporcionando muita alegria e esperança, uma triste realidade é que esta vida também é atingida pela dor, pela incompreensão, pela rejeição, pelas difamações, pelas calúnias, pelas injustiças. Isso não é novidade e não deve chocar ninguém, pois Jesus já alertava os seus discípulos: Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. (João 15:18-20).
                Neste ano de 2016, em particular, senti como as pessoas estão feridas devido a atitudes de pessoas, muitas vezes próximas, o que lhes causa muita angústia, tristeza e até depressão. A muitas, a morte acaba por ser um conforto e, se viesse, seria bem acolhida. Digo isso por experiência própria, pois a anos venho sofrendo com rejeições e intrigas, o que debilitou-me física, moral e espiritualmente. Minha atitude em relação a isso estava sendo a de vítima, lamentando-me profundamente, incapaz de superar a tristeza que tudo isso estava-me causando, chegando mesmo a não mais me reconhecer ao olhar ao espelho ou em foto, como de fato aconteceu. Meu rosto e meu corpo envelheceram, tornaram-se duros; sentia-me prostrado e curvado pelo peso do mal que me afligia. E eu não conseguia fazer nada, a não ser lamentar-me, o que transparecia em muitos poemas que escrevi nos últimos anos.
                No início deste ano, uma senhora de minha comunidade veio procurar-me e disse-me que não desejava intrometer-se em minha vida, e perguntou-me o que estava acontecendo, pois ela notara que eu não estava bem, que estava doente, que até a minha voz estava diferente e sem vida. Lembrei-me de uma foto recente minha que eu havia visto, batida por um paroquiano, na qual não me reconheci.
                Aconteceu, então, de eu receber, em março, o convite para acompanhar uma peregrinação a Portugal. Como eu não tivera condições de tirar férias em janeiro, por uma série de razões, essa peregrinação foi-me um verdadeiro presente de Jesus e de Nossa Senhora.
                Estando em Fátima, acompanhei alguns dos peregrinos pela Via Sacra que liga o Santuário a Aljustrel, o local onde moravam os três pastorezinhos de Fátima. É um caminho longo e que, segundo dizem, era feito pelas crianças que levavam suas ovelhas para pastarem naquele sítio. A Via Sacra é formada por diversas capelas nas quais se medita os passos de Jesus em Sua Paixão. Entre essas capelas, havia diversas placas em mármore, nas quais apareciam descritas passagens do Diário da Irmã Lúcia, que contava sobre as Aparições de Nossa Senhora e sobre a vida das crianças. Eu já conhecia tanto o Diário quanto este caminho da Via Sacra. Mas desta vez, prestei uma atenção especial naquelas inscrições e chamou-me a atenção os sacrifícios que aquelas pequenas crianças faziam, após a visão que tiveram do inferno, pela salvação dos pecadores, para que ninguém mais fosse para aquele local tão terrível. Elas não apenas aceitavam os problemas que as Aparições lhes trouxeram, pela rejeição das autoridades e até de seus familiares e amigos, mas ainda se impunham mais sacrifícios, como deixar de beber água na hora em que tinham sede para sofrerem um pouco mais e ofertar esse sofrimento a Deus pelos pecadores, ou adiavam o momento de comer – até nem comiam, dando seus alimentos aos pobres. Outros sacrifícios corporais também eram praticados por aquelas três crianças. Entendi, naquele momento, que elas não fugiam da dor e do sofrimento, mas davam a eles um sentido: sempre a salvação dos pecadores.
                Ao retornar da peregrinação, na manhã seguinte à minha chegada, na capela do Seminário Propedêutico no qual sou o Reitor, peguei um livreto[1] que me foi dado por uma senhora, aluna minha no curso de Teologia Pastoral, na qual Jesus dizia a um sacerdote que os padres de hoje procuram fugir da dor, sem compreender o sentido que ela tem na vida. O trecho do livro que li naquele dia dizia” Os homens, e muitos dos meus ministros e religiosos não dão valor ao Mistério da Cruz, que se renova continuamente. (...) Oferecendo-se juntamente comigo ao Pai, seguindo-me na Cruz, ao invés de seguir o mundo, experimentariam o quanto o meu jugo é suave e leve” (28/07/1975). Anteriormente a estas palavras, Jesus teria dito: “O sofrimento não aceito é injustiça contra Deus, é falta de justiça e de amor contra o próximo e contra os irmãos mais necessitados da divina Misericórdia. / Deploram-se as injustiças sociais, e com razão, mas não se deploram menos as injustiças espirituais cometidas com prejuízo de tantas almas que se perdem, porque não se quis sofrer com Comigo pela salvação delas. (...) Os revoltados contra o sofrimento correm o risco de se auto-rejeitarem do Corpo Místico, correm o perigo de se tornarem ramos secos e inúteis, que só prestam para o fogo. (...) A recusa do sofrimento é um mal gravíssimo da sociedade materialista, que desventuradamente contaminou clero, religiosos e religiosas” (09/05/1975).
                Compreendi, naquele momento, que não adiantava eu ficar me lamentando por tudo o que de mal me atingia, mas que eu teria de incorporar as dores, angústias, enfermidades, sofrimentos, perseguições, difamações e incompreensões à minha vida, dando um sentido a eles. E foi o que eu fiz!
                Em oração, eu disse a Jesus:

            Jesus, eu te oferto tudo aquilo que me faz sofrer - dores, angústias, enfermidades, perseguições, difamações e incompreensões – pela minha salvação e a do mundo inteiro.

                Pedi e repeti – e tenho repetido todos os dias – esta oração espontânea e senti que, ao ofertar tudo a Jesus, dando sentido ao que me fazia sofrer, Ele acolhia a minha oferta, aliviando-me desse peso que estava ficando insustentável em minha vida.
                “Só isso?” – perguntou-me uma das pessoas com quem partilhei essa experiência, pois era algo simples demais. E a resposta é essa: simples assim, como tudo o que é de Deus. Nós, humanos, complicamos tudo, mas as coisas de Deus são extremamente simples.
                Passei a sentir uma paz em meu coração, que eu a muito não sentia. Certa manhã, olhando-me ao espelho, logo ao acordar, percebi como a expressão de meu rosto estava mais suave, mais relaxada. Agora, pego-me muitas vezes cantarolando durante o dia. Não consegui resolver os problemas que me circundam, mas sinto que eles já não me atingem tão negativamente como antes.
                Fico pensando na morte de Jesus na Cruz. A última tentação do Senhor foi a de descer da Cruz para salvar a própria vida (cf. Mt 27, 40.42; Mc 15, 30-32; Lc 23, 35.37.39), ele que havia ensinado que perde a vida quem quer salvá-la para esta vida e a ganha quem a perder por causa do Reino (cf. Mt 16,25; Mc 8,35). Jesus na fugiu da Cruz, levando a missão que o Pai lhe confiara à última conseqüência, ou seja, a doação de Sua vida. Jesus, ao morrer, deu um sentido a toda a sua vida, paixão e morte: salvar a humanidade toda, conforme o Seu próprio nome indica: “Javé-Deus Salvador).
                Se nós aprendermos a dar um sentido às nossas dores e sofrimentos, nossa vida terá um novo sentido e, com certeza, o mundo se aproximará mais daquele projeto que está no coração de Deus.

Pe. Nelson Ricardo Cândido dos Santos




[1]Tu sabes que te amo – Carta aberta aos Sacerdotes” – uma obra mística escrita por uma padre, M.O, que teria recebido do próprio Jesus as palavras nela contida a respeito do Sacerdócio e dos Sacerdotes, entre maio e novembro de 1975.

LADAINHA DA HUMILDADE



A HUMILDADE

I. O que é?
            A humildade é a virtude sobrenatural que, pelo conhecimento de Deus e de nós mesmos, nos mostra nosso verdadeiro valor e, por isso, regula em nós as duas profundas e desordenadas inclinações da estima de si e do desejo de estima dos outros. Opõe-se, pois, à soberba.

II. Necessidade da humildade
            Jesus disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, não entrareis no reino dos Céus” (Mt 18, 3-4).
                De fato, duas expressões sintetizam a vida do soberbo:
                1. “Eu conto comigo” – Insensatez! Jesus, pois, disse: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,17);
                2. “Eu trabalho para mim” – Desordem e injustiça! Pois Deus deve ser o objeto de tudo aquilo que Ele criou.
                A vida do humilde, pelo contrário, sintetiza-se nas duas expressões opostas:
                1. “EU CONTO COM DEUS” – Confiança e coragem!
                2. “EU TRABALHO PARA DEUS” – Reta intenção!

III. A difícil prática da humildade
            Três são os principais meios para chegar à verdadeira e autêntica humildade de coração:
                1) PEDI-LA incessantemente a Deus (ótimo hábito de rezar diariamente a Ladainha da Humildade);
                2) MEDITAR freqüentemente sobre os motivos pelos quais devemos ser humildes. Que não saiam de nossos olhos; a altíssima lição dos exemplos do Messias humilde em sua vida, em sua morte e na Eucaristia; e a insistente exortação de Jesus sobre a humildade de coração;
                3) ACEITAR, agradecendo, todas as humilhações que a Providência nos oferecer.

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS SOBRE A HUMILDADE

Temer a Javé é odiar o mal. Por isso, eu detesto o orgulho e a soberba, o mau comportamento e a boca falsa” (Pr 8,13).
Agora, eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico o Rei do céu, porque suas obras são justas e seus caminhos são retos, e a quem anda com soberba ele sabe rebaixar” (Dn 4,34).
Faço de você a menor das nações, e será entre todas a mais desprezada. Quem acabou com você foi a soberba do seu próprio coração!” (Ab 1,3)
“Se você se orgulha, saiba que não é você que sustenta a raiz, mas é a raiz quem sustenta você” (Rm 11,18b).
“Ele realiza proezas com seu braço: dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes” (Lc 1,51-52).
“Pelo contrário, o maior de vocês deve ser aquele que serve a vocês. Quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado” (Mt 23,11-12; cf. Lc 14,11; 18,14).

LADAINHA DA HUMILDADE[1]
Composta pelo servo de Deus, Cardeal Merry del Val

Do desejo de ser estimado, livra-me ó Jesus.
Do desejo de ser amado, livra-me, ó Jesus.
Do desejo de ser elogiado, livra-me, ó Jesus.
Do desejo de ser honrado, livra-me, ó Jesus.
Do desejo de ser louvado, livra-me, ó Jesus.
Do desejo de ser preferido no lugar dos outros,
livra-me, ó Jesus.
Do desejo de ser consultado, livra-me, ó Jesus.
Do desejo de ser aprovado, livra-me, ó Jesus.
Do temor de ser humilhado, livra-me, ó Jesus.
Do temor de ser desprezado, livra-me, ó Jesus.
Do temor de sofrer, livra-me, ó Jesus.
Do temor de ser caluniado, livra-me, ó Jesus.
Do temor de sofrer repulsa, livra-me, ó Jesus.
Do temor de ser esquecido, livra-me, ó Jesus.
Do temor de ser ridicularizado, livra-me, ó Jesus.
Do temor de ser injuriado, livra-me, ó Jesus.
Do temor de que de mim suspeitem algo, livra-me, ó Jesus.

Que os outros sejam amados mais do que eu, Jesus,
dá-me a graça de o desejar!
Que os outros sejam estimados mais do que eu, Jesus,
dá-me a graça de o desejar!
Que os outros possam crescer na opinião do mundo e que eu possa diminuir, Jesus, dá-me a graça de o desejar!
Que os outros possam ser escolhidos e que eu seja colocado de lado, Jesus, dá-me a graça de o desejar!
Que os outros possam ser louvados e que eu não seja notado, Jesus, dá-me a graça de o desejar!
Que os outros possam ser preferidos e que eu seja esquecido, Jesus, dá-me a graça de o desejar!
Que os outros possam ser mais santos do que eu, desde que eu me torne santo na medida em que o puder, Jesus,
dá-me a graça de o desejar!
Jesus, simples e humilde de coração,
dá-me um coração semelhante ao teu!

ORAÇÃO
            Ó Deus, que através do ensinamento e do exemplo de Vosso Filho Jesus Cristo apresentastes a humildade como chave que abre os tesouros da graça (cf. Tg 4,6) e como fundamento de todas as outras virtudes – caminho para o céu –, concedei-nos, por intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, a mais humilde e santa de todas as criaturas, aceitar, agradecido, todas as humilhações que a Vossa Divina Providência nos oferecer. Por nosso Senhor Jesus Cristo, que Convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amém.

A KÊNOSIS DE JESUS
(Jesus esvazia-se de sua divindade, humilha-se a si mesmo)

mas não se apegou à sua igualdade com Deus.
Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo,
humilhou-se a si mesmo,
e morte de cruz!
e lhe deu o Nome
para que, ao nome de Jesus,
no céu, na terra e sob a terra;
para a glória de Deus Pai (Fl 2, 3-11)



[1] De todas as devoções e orações que conheço, esta Ladainha é a mais difícil de se orar e, principalmente, viver, pois exige que façamos também nós a nossa kênosis, radicalmente, como Jesus a fez (o texto da kênosis de Jesus está no final desta devoção)